PV está indeciso entre PT e PDT para eleição em Porto Alegre

2 maio

Do Sul 21:

Com o anúncio oficial sobre os rumos do partido em Porto Alegre marcado para a manhã desta quinta-feira (3), o Partido Verde tem menos de 24 horas para chegar a um consenso sobre a aliança na capital gaúcha. Os diálogos com o PT estão avançados e até a participação da sigla no governo de Tarso Genro foi sinalizada. Porém, representantes verdes garantem que o desfecho poderá ser apoiar a reeleição do prefeito José Fortunati (PDT). Parte do PV quer participar da aliança com o pré-candidato petista e deputado estadual Adão Villaverde. Outro campo opta em não compor chapa com o partido da ex-prefeita de Gravataí, Rita Sanco (PT), cidade onde o PV capitaneou o pedido de impeachment da petista no ano passado. “Tem 200 interlocutores para falar sobre as coisas. Tem interlocutores estaduais, nacionais. Eu falo por Porto Alegre e digo que não tem nada certo. Amanhã será dada a posição oficial”, salientou o presidente do PV em Porto Alegre, Giovani Carminatti.

Principal interlocutor com trabalhistas e petistas para a coligação em Porto Alegre, o presidente do PV em Porto Alegre admite ter problemas na comunicação do partido. “Que eu saiba o apoio não está vinculado a situação de Gravataí. Mas eu sou interlocutor por Porto Alegre. Não sei sobre isso”, resumiu-se a dizer Carminatti. Segundo o presidente verde, ele foi convidado para a coletiva do PV em Gravataí, mas o ato de anúncio do apoio está marcado para as 19h30min, em Porto Alegre.  O evento será no Hotel Ritter e terá a presença dos dirigentes nacionais do PV Vera Motta (secretária jurídica) e José Paulo Tóffano (secretário de formação). O PV ainda conta com as presenças, não confirmadas, do presidente nacional da sigla, José Luis Penna e do deputado estadual por São Paulo Eduardo Jorge.

A decisão ocorre após inúmeras negociações entre o PV e os partidos que buscam o apoio do partido na capital, principalmente o PT, que cogitou atender a exigência de abrir espaço no governo gaúcho para ter o apoio dos verdes. A oferta teria sido o cargo de secretário adjunto da secretaria de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, do colega de corrente de Villaverde, João Motta. O nome apresentado pelo PV foi o do titular da Secretaria Municipal de Captação de Recursos de Gravataí e secretário-geral do partido no RS, Cláudio Ávila, principal protagonista dos movimentos contra a ex-prefeita de Gravataí, Rita Sanco e adversário do deputado estadual Daniel Bordignon, pré-candidato à Prefeitura de Gravataí.

“Houve um convite anterior a tudo isso, em agosto de 2011, para o PV entrar no governo. Com o enfrentamento de Gravataí, não evoluímos a conversa. Depois foi evoluindo lentamente. O convite estadual não está atrelado à eleição de Porto Alegre. Mas claro que um apoio ao Villaverde fortaleceria esta relação. O que ainda não está descartado”, disse Cláudio Ávila. Porém, o dirigente verde afirma encontrar problemas na corrente de Daniel Bordignon (Democracia Socialista) para apoiar o PT em Porto Alegre. “É uma corrente que atrapalha bastante a negociação. Existe uma dificuldade de convívio com o Daniel Bordignon, mas se o PV fechar com o PT, não queremos vislumbrar ninguém de Gravataí no palanque de Porto Alegre”, falou.

“Não fizemos objeção a indicação do PV”, diz Raul Pont

Presidente estadual do PT e interlocutor da DS, o deputado Raul Pont disse que a corrente não fez objeções sobre a indicação do PV para o governo do estado. “É uma escolha deles. Não fizemos objeção. Houve atitudes inaceitáveis em Gravataí, mas jamais foi colocado isso como veto para a participação deles. Quem ia indicar seria o governador, porque a reivindicação deles era apoiar o governo para estar na coligação. Esta era a condição”, admite Pont.

Ávila disse que os diálogos sobre a aliança entre o PV e o PT vinham sendo feitos com a coordenação da campanha. “A pessoa do governador e a pessoa do Villaverde se sobrepõem a qualquer atrito local e a qualquer desavença local. Isso não terá influência nas decisões”, afirmou. Segundo ele, o diálogo com o PDT também foi sedutor, mas que, por enquanto, o protagonismo oferecido pelo PT é bastante atraente. “O debate está muito forte. O Villa nos propõem um espaço de protagonismo para atuar no desenvolvimento sustentável que está balançando muito o partido. Mesmo que tenhamos dificuldades com este tipo de gente de Gravataí. Mas o Villa, pelo homem que é, está nos levando (a superar os problemas em Gravataí)”, comentou.

“Eu aguardo posição oficial do PV”, diz coordenador da campanha petista 

A coordenação da campanha de Adão Villaverde não trabalha com a hipótese de não ter o apoio do PV em Porto Alegre e os 55 segundos de tempo a mais que eles representam na propaganda na TV. “As conversas evoluíram muito bem até aqui. Até ontem (terça-feira) eu tive confirmações sobre os diálogos que estávamos fazendo. Se houver algum desfecho negativo para nós, eu aguardo uma posição oficial do PV, o que até agora não ocorreu”, disse o coordenador da campanha petista em Porto Alegre, Gerson Almeida.

Almeida admite que houve polêmica quanto a indicação de Cláudio Ávila para o governo do estado, mas não acredita que os fatores locais serão impeditivos para a aliança entre os partidos. “Em outros momentos políticos PV e PT já caminharam em campos diferentes. Em São Paulo eles estão com os tucanos, por exemplo, mas, os presidentes nacional do PT e PV conversaram e orientaram para uma aproximação no maior número de municípios. Principalmente agora que fomos os únicos partidos contra as mudanças do novo Código Florestal”, explica o petista.

A possibilidade de apoio ao PDT supreendeu os petistas. “Só falarei sobre os fatos reais. Nunca falei pelo PV e não farei isso agora. Só quando eu ouvir do partido o que será decidido por ele que vou dizer alguma coisa”, salientou o coordenador petista que esteve em contato com Cláudio Ávila na tarde desta quarta-feira. “Ele disse que não tem nada decidido”, reiterou.

Por parte dos dirigentes verdes, ainda não está 100% fechada a decisão do partido. Mas, mesmo sem a aliança em Porto Alegre, há expectativas de seguir conversando sobre a participação do PV no governo Tarso. “O apoio ao governo não está atrelado a aliança municipal. Uma coisa são gestos pontuais e outra as questões maiores”, avalia o presidente do PV em Porto Alegre, Giovani Carminatti.

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