Nota do MTST em resposta ao jornal Correio Braziliense – Imprensa do DF mente e prepara terreno para ação policial

7 maio

Do MTST:

Diante dos textos publicados no jornal Correio Braziliense, em sua edição impressa de hoje, 5/5 (“Crianças como escudo”), e em seu portal na internet, na mesma data (“Manifestantes do MTST ameaçam usar arma química” e “Sem tetos de Ceilândia vão enfrentar policiais com facas e molotov”), o MTST esclarece o seguinte:

1. A Ocupação Novo Pinheirinho do DF é composta por centenas de famílias trabalhadoras que tiveram seu direito constitucional à moradia negado pelo Estado e, por isso, foram levadas a ocupar um terreno ocioso – não por escolha – mas pela falta de alternativas.
2. A resistência organizada por estas famílias é uma expressão legítima da frustração ante a falta de negociação do GDF e sua opção por tratar, neste episódio, o problema social da moradia como caso de polícia. A resistência é resultado ainda da situação de rua a que muitos dos ocupantes serão jogados caso haja tentativa de despejo sem solução habitacional. Trata-se, então, simplesmente de uma defesa popular diante da iminência de um ataque injusto e bárbaro pelo Estado.
3. A resistência está sendo organizada sem qualquer armamento letal, muito menos “armas químicas”, como sugere o jornal em questão. Os trabalhadores juntaram espontaneamente pneus, paus e pedras – como costuma ser a resistência dos mais pobres. Portanto, tratam-se de meios de defesa sem qualquer comparação ao poderoso aparato repressivo da Polícia Militar do DF. Ademais, é no mínimo má-fé afirmar que o MTST use crianças como escudo, fato que ninguém encontrará ao longo dos 15 anos de história de nosso Movimento.
4. Neste sentido, cabe questionar a serviço de quem o Correio Brazieliense se coloca ao publicar esta série de absurdos. Repudiamos firmemente estas afirmações, que parecem mais uma sorrateira tentativa de preparar terreno na opinião pública para legitimar um eventual massacre da polícia do GDF contra os sem-teto do Novo Pinheirinho.
5. Por último, reafirmamos nossa abertura para uma solução negociada para o caso. Buscaremos, durante o prazo dado pelo TJDF, viabilizar de todas as maneiras uma negociação que permita uma saída pacífica para o conflito, garantindo o atendimento das reivindicações dos ocupantes. Esta é mais uma demonstração de que não é o MTST que aposta no confronto e no derramamento de sangue.
COORDENAÇÃO NACIONAL DO MTST
Brasília, 5 de maio de 2012
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: