CONSUN ignora a pauta da juventude negra e mantém cotas em 30% na UFRGS

3 ago

Do Atitude Para Mudar o Mundo:

Aconteceu na tarde desta sexta-feira a sessão do Conselho Universitário da UFRGS que estava avaliando a política de ações afirmativas, aplicada na universidade desde o ano de 2008. Quero nesse breve relato expressar a minha indignação com a postura conservadora da reitoria e da maioria do CONSUN, que não deu ouvidos ao movimento social negro e estudantil e disse não a desvinculação da reserva de vagas para estudantes negros das cotas sociais e negou a ampliação de 30% para 40%.

Ocupamos a reitoria na noite de ontem com o intuito de, em primeiríssimo lugar, garantir a realização da reunião, devido a boatos de uma possível implosão vinda da direita. Transformamos aquele espaço vazio, frio e antidemocrático num verdadeiro quilombo. Quilombo, pois essa palavra para a negritude significa resistência, democracia e união. A reitoria amanheceu pintada com as cores do pan-africanismo e com as portas escancaradas para a comunidade acadêmica e é importante ressaltar que foi a primeira vez na história da UFRGS que isso aconteceu. Estiveram presentes representantes dos quilombolas, religiosos de matriz africana, professores e servidores em greve, além de centenas de estudantes secundaristas. Todos unidos sob a perspectiva de continuar pintando a UFRGS de PRETO e avançar na popularização da NOSSA universidade!

Mas todo esse movimento foi ignorado pela ampla maioria dos conselheiros, da oposição de direita à reitoria governista. A máscara de reitoria caiu de maduro! Os avanços que eles prometeram defender foram por água abaixo. Nosso movimento sempre alertou para essa possibilidade, por isso reforçamos a necessidade da luta com a ocupação. Novamente a reitoria demonstrou com quem está realmente comprometida: com o setor racista e elitista da sociedade gaúcha, pois não melhorou em nada a política, nem do ponto de vista do acesso e muito menos da permanência.
Nossa luta não acaba aqui! A manutenção da política por mais 10 anos é muito importante e é fruto de nossa organização durante esses cinco anos de ações afirmativas na UFRGS. É resultado dos Encontros de Negr@s, Seminários, atos, festas e calouradas que realizamos. Espero que não confundam a minha indignação com um sentimento de negação da manutenção da política, mas é necessário afirmar que a UFRGS perdeu uma grande oportunidade de se transformar em uma universidade de excelência do ponto de vista do combate à desigualdade social e racial. Continuamos firmes, em defesa da juventude negra. Essa pauta é parte de nossas tarefas nas eleições!
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