Vila Nova Chocolatão debate dificuldades causadas pela remoção

16 dez

Gabrielle de Paula, Jornalismo B

Foto: Gabrielle de Paula

Fotos: Gabrielle de Paula

No último sábado, dia 15 de dezembro, a Nova Chocolatão recebeu a visita de Jacques Alfonsin, famoso advogado popular especializado nas causas de acesso à terra e direito à moradia. Também estiveram presentes integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), que debateram com a comunidade os problemas enfrentados pelas famílias após a remoção realizada pela Prefeitura de Porto Alegre.

018O debate foi promovido pelo Saju-Gajup, grupo de assessoria jurídica popular de estudantes da UFRGS que acompanham diversos processos de remoções na cidade. Os moradores reuniram-se na área central do assentamento para relatar a atual situação da comunidade e ouvir os esclarecimentos do advogado Jacques Alfonsin. Entre os principais problemas estão o desemprego, o aluguel vitalício cobrado pelas casas, o atendimento precário no posto de saúde, que já atendia uma grande demanda do bairro, e a cobrança de uma taxa na creche que deveria ser pública. “É muita violação de direitos para a gente ficar de cabeça baixa”, afirma Alfonsin.

Segundo Régis Rafael Lisbôa, membro do Gajup, o Departamento Municipal de Habitação (DEMHAB) tem ameaçado de expulsar as famílias que não pagam o valor da mensalidade das casas, que gira em torno de 35 reais. Para o advogado Jacques Alfonsin “existe legislação para que essas casas não sejam cobradas”, referindo-se a MP2220. Alfonsin comprometeu-se em fazer um requerimento com todas as denúncias e apresentá-las junto à Procuradoria de Justiça do Estado. No dia 5 de janeiro de 2013 está marcado um novo encontro para os moradores aprovarem o requerimento.

Em todo o Brasil, estão ocorrendo remoções de comunidades, em virtude das obras de infraestrutura para a Copa. Mas esse assunto não está nas manchetes dos principais jornais. O Jornalismo B vem acompanhando o resultado da remoção da Vila do Chocolatão desde junho deste ano. Em reportagem publicada em setembro, na edição 45 do Jornalismo B Impresso, foram retratados os diversos problemas que a comunidade encontrou com a mudança de endereço. Passados três meses, a única questão resolvida, aparentemente, foi a conquista do nome da rua na qual o residencial está localizado. De acordo com o vice-presidente da Associação de Moradores, Carlos Roberto de Sousa, o nome “Mario Juarez de Oliveira” não foi uma sugestão dos moradores, mas foi aceito rapidamente devido às dificuldades no recebimento das correspondências. Ainda assim, o CEP só ficará pronto dentro de 3 a 4 meses.

031

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: